Wednesday, September 10, 2008

Nada é ao Acaso...


Vou ser feliz
E dizer por aí
Que acreditar no pensar
É quase o caminho para acontecer
E ser
E viver
E sentir
E morrer....de prazer...
Descobrir em nós essências não trabalhadas
Começar a escutá-las, treiná-las...
Com espanto
Com sorrisos
E confiança....
Tudo é possível....
A Alma não é pequena
E os pequenos pedaços de nós
- tímidos girassóis -
Quando sentidos e equilibrados
Podem ser imensos como todo o universo que nos envolve e acolhe...

Thursday, September 4, 2008

Ainda é cedo para acreditar


Maria olhou para o céu... - o outono chegou mais cedo...na queda da folha e na quebra da alma – e pediu a um anjo que partiu que lhe désse força para continuar um caminho que devia ser “para a frente e para o alto”. Estava exausta.

Tinha-lhe descido um cansaço imenso....de tudo o que se faz tarde, de tudo o que se perdeu sem se ter, de tudo o que se sonhou amar, concretizar e fazer...
Quem inventou os sonhos?
Quem disse que íamos ser felizes?
Quem quis que os contos de fadas nascessem e criassem falsas ilusões nas mais tenras idades?
Quem traçou um trilho que quando é desigual nos aponta dedos e magoa?
Quem inventou esta vida de um mundo que não sabe o que faz?
Amores desencontrados, crianças esquecidas, cafés desmarcados...lembra o princípio do fim.
E quando se sente que o fim da linha pode ser próximo, o que se faz?
Como agir? O que pensar? Que rumo tomar?
Parece que a estrada estreita e, enquanto prosseguimos a marcha, não há luz no fundo...
Ensinaram-me um dia que, é preciso acreditar...que “Quando Deus fecha uma porta, abre algures uma janela” e que, “Atrás de uma montanha, existe uma outra ainda maior”...
Como nada é como dantes, é difícil acreditar...maria tenta, resiste, desiste e volta a acreditar...montanha russa de emoções e pensamentos cruzados...Fernando Pessoa, julgo, não pensava tão rápido, não chorava tanto, mas tinha as mesmas dores de alma...daquelas dores que, quem não é poeta não entende...dores caladas, sentidas, doridas e gritantes...
Amanhã, há uma pequena luz que pode ser este fim e, quem sabe...um novo princípio...

Friday, August 8, 2008

Beijo de Saudade


Beijo de Saudade

Quis o destino que eu nascesse junto ao mar
Com vozes de fado e cabo verde por companhia
Faço o que ninguém faz
Olho para dentro
Sinto o meu corpo e as minhas emoções a falar comigo
A dançar
Coreografia sem tempo
E ávida de desejo
A mágoa do que não foi
A certeza do que não será
- como se, na vida, certezas houvesse... –
Corrói-me o fígado e as veias
O intrínseco em mim
A alma destroçada
À espera que se remende e sobreviva
Que se levante do chão do mês de Agosto
Que cheire o sal do mar
Sinta o abraço do infinito
E acredite que a vida re-existe sempre que uma mulher quiser...
“Um novo amor no meu jardim...”

Sunday, July 27, 2008

Inventa-me






Despe a lua
E serei tua
De corpo ausente

Canta às Estrelas
Embala o meu sono
E dá-me a tua mão
Pelo consolo do aconchego
E da liberdade.

Faz-me um favor,
Responde ao clamor do meu coração...

Sou a Sereia
Perdida no mar.
Sou a Deusa por achar
Na imensidão do verbo Amar.

Descobre o meu rosto e me acharás
Depois, me inventarás
Serei o barro que as tuas mãos irão moldar
Com traços singelos, mas definidos.
De barro, passarei a mulher:
A tua criação perfeita.
E a minha reconstrução
Será um desenho teu, mas com vida.

Agora, sou real, outra vez
E, juntos, descobriremos melodias diferentes:
A da troca dos nossos corpos
Numa cama de ferro antiga
A de um beijo molhado
Na emoção orgásmica e ansiosa do desejo,
Um simples murmuro de uma palavra de amor...

Quanto não vale a criação humana:
Transformar...
Criar...

Tudo será nosso
Na noite em que eu sair dos desenhos
Me deitar naquela cama antiga
E tu despires a lua...
Aí, serei tua...e só tua!

Monday, July 21, 2008

Laços de Família


Há momentos
Instantes
Flashes....
Que nos fazem sonhar
Ser eternamente alegres e crianças
No momento etéreo que são umas horas do dia

Há dias especiais sem contar que o podiam ser
E esses ficam para a história
Como únicos e pessoais
E serão revisitados nas páginas da memória
Com uma música de infância
E um sorriso no rosto

Bailes da aldeia
Noitadas de luar sem fim
Sorrisos da alma
Alegria eterna

Quem já se foi, sorri do céu
E fica feliz e descansado
Porque os Laços de Família ainda existem...
A tristeza e a solidão foram embora
Os afectos estão naquilo que não se vê, mas que se sente
Pendurado nas estrelas
Alojado para sempre nos corações de cada um de nós.

Quero guardar este bocado de tempo bem vivo, e vivido, nas minhas recordações para cada vez que abrir a janela e o visitar sorrir sem jeito................

Wednesday, May 28, 2008

A Alma e a Vida


Recortes de um caminho que se cruza

com o que se não fez.

Saudade de Alberto Caeiro,

da simplicidade,

dos jardins de serralves,

da vida inteira pela frente

dos meus 18 anos...

Os sonhos de poupanças

de amores a viver

mimos e afectos descomprometidos

realizações futuras

do que pensei em criança...

Recortes

bocados

pedaços que se juntam

e completam

histórias únicas de um carácter próprio,

de uma personalidade,

de alguém que encerra

segredos e recantos e encantos

jardins proibidos

novelas de época.


"O que a alma comprime, o corpo exprime"


E tudo se dói

e se sente

e recai


É a "volta"

uma música de Madredeus

uma saudade

uma lágrima

um infinito sem mais adjectivos

intrrogações ou reticências.

Um Infinito apenas

do caminho que pode continuar

por aí

por ali

acolá...


Hoje, um caminho...

Amanhã, retalhos da história que foi...

A Alma da Gente.


Sunday, April 27, 2008

25 de Abril, o meu74


Nasci a 21 de Novembro de 1973, mas no meu sangue corre Abril Sempre, e Para Sempre!
Estremeço, sempre que ouço uma música da revolução.


Deixem que, este seja o meu Manifesto Anti-Dantas da Actualidade, numa sociedade sem norte, ávida de revolução, respeito e futuro.


“Canta, canta, amigo canta/ Vem cantar a nossa canção/ Tu sozinho não és nada/ juntos temos o mundo na mão”

25 de Abril, o meu 74!

Searas
Procura de pão
Força de vida
Música
Revolução

Este é cravo
Do fado que vive em mim...

Cadeia de poemas
Com todo o sentido da nossa história.

Dia único
Irrepetível
De memórias
De símbolos
De formas de estar na vida

O meu Abril é utopia
É lágrima de saudade
Por já não haver Zecas
Nem garras assim...

Se os túmulos saíssem do pé
E tudo se reavivasse
E solidificasse...

Leitarias Garrett
Cravos
Bruxas
Cravos
Sangue
Cravos
Guitarras
Cravos
Uma espingarda
Um cravo
Uma gaivota
Um cravo
Uma canção
Um olhar
Um amigo
Um amor
Uma força
A Eternidade
PUM!!!!